
Cooperativa registra expansão de unidades e posterga inauguração da usina de etanol em Campo Mourão para 2027
A Coamo prevê fechar 2026 com faturamento superior a R$ 30 bilhões e intensificou expansão no Paraná ao incorporar 15 unidades neste ano, segundo declaração do presidente executivo Airton Galinari. A cooperativa também adiou a conclusão da usina de etanol de milho em Campo Mourão, que teve a operação reprogramada para abril de 2027.
De acordo com Galinari, a incorporação das unidades no Paraná — além de estruturas que a cooperativa possui em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul — adicionou cerca de 600 mil toneladas de capacidade de armazenagem e aproximou 600 novos cooperados à Coamo. Parte dessas estruturas estaria ligada à Belagrícola, empresa mencionada como em recuperação extrajudicial, e já operava antes da compra.
Safra e expectativas de produção
Para a safra 2025/26, a Coamo prevê ter recebido 10,5 milhões de toneladas de grãos, acima da projeção inicial de 10 milhões. Desse total, 5,7 milhões de toneladas seriam de soja e cerca de 4,5 milhões de toneladas, de milho. A cooperativa projeta ainda superar 6 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27, conforme indicado por Galinari.
Usina de etanol em Campo Mourão
A conclusão da usina de etanol de milho em Campo Mourão foi adiada do segundo semestre de 2026 para março de 2027, com início de operação previsto para abril. O investimento passou de R$ 1,67 bilhão para cerca de R$ 1,9 bilhão, segundo a cooperativa, refletindo atualização de preços e ajustes no projeto. A planta está projetada para processar 1,7 mil toneladas de milho por dia e foi preparada para possibilidade futura de duplicação da capacidade.
Galinari afirmou que a estratégia da Coamo é ampliar o volume de grãos recebidos para abastecer a capacidade industrial e logística já em expansão, e que a fase atual é de consolidação das aquisições realizadas. As informações divulgadas na reportagem são baseadas em declarações do executivo e em dados informados pela cooperativa.