
Instituto destaca validade dos hemocomponentes e demanda por tipos O+ e O-; hemonúcleo de Campo Mourão atende localmente
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) reforçou que a manutenção regular das doações de sangue é fundamental para garantir o abastecimento aos hospitais do estado, uma vez que os hemocomponentes têm prazo de validade e os estoques dependem da constância dos voluntários. Em Campo Mourão, o hemonúcleo local recebe doadores na Rua Mamborê, 1500, próximo ao Estádio Roberto Brzezinski.
Prioridade nas tipagens e situação dos estoques
De acordo com o Hemepar, os tipos O positivo e O negativo recebem atenção especial: o O+ é amplamente utilizado na rotina hospitalar e o O- é considerado compatível com qualquer receptor em situações em que não há tempo para tipagem. Ainda assim, a instituição ressalta que todas as tipagens são necessárias para suprir a demanda das unidades de saúde.
O Hemepar informou que as coletas vêm crescendo nos últimos anos: foram registradas 187.128 bolsas em 2023, 203.925 em 2024 e 214.377 em 2025. Até 25 de agosto de 2026, o total de doações anotadas no estado chegou a 142.318. A rede estadual é formada por 23 unidades que abastecem mais de 380 hospitais públicos e filantrópicos.
Como e quem pode doar
O órgão recomenda agendamento prévio do atendimento para reduzir tempo de espera. O Hemepar também detalhou os requisitos básicos para doação: ter entre 16 e 69 anos (menores de 18, acompanhados por responsável legal); pesar mais de 51 quilos; não apresentar sintomas de doenças no dia; estar descansado e bem alimentado; e portar documento de identidade com foto.
Sobre os intervalos entre doações, a orientação é que homens podem doar a cada dois meses (até quatro vezes por ano) e mulheres a cada três meses (até três vezes por ano). O Hemepar destaca que esses critérios visam proteger tanto o doador quanto o receptor.