Consumidores rurais de Campo Mourão cobram resposta mais rápida da Copel após temporais

Relatos apontam apagões prolongados em áreas rurais; Câmara municipal já discutiu quedas de energia e solicita mais transparência da concessionária

Consumidores rurais de Campo Mourão cobram resposta mais rápida da Copel após temporais
Foto: Reprodução, CRN1

Moradores da zona rural de Campo Mourão relatam quedas de energia que chegaram a durar dias após temporais e vendavais, situação que reacende questionamentos sobre a capacidade de resposta da Copel diante do aumento do risco climático associado ao El Niño.

Segundo relatos, comunidades rurais ficaram sem energia por períodos prolongados após um temporal que atingiu o Paraná, com prejuízos em residências e em atividades da agricultura familiar, incluindo sistemas que dependem diretamente de eletricidade, como criação de peixes e aves. A Copel reconheceu a necessidade de reforçar o quadro de eletricistas e, em 2026, anunciou a contratação de 14 eletricistas para Campo Mourão como parte do programa Copel Agro. A empresa também informou que pretende usar comunicação via satélite para agilizar restabelecimentos em áreas rurais.

A Câmara Municipal de Campo Mourão levou o tema à audiência pública em 29 de abril de 2026. Vereadores vinham apresentando requerimentos sobre as quedas de energia e, segundo a reportagem, cobram que não fiquem apenas diagnósticos, mas medidas com metas e indicadores claros. Há relatos de ex-funcionários de que no passado havia mais equipes locais para atender emergências, informação que a Copel precisa confirmar oficialmente para que se possa avaliar mudanças na estrutura de atendimento.

Cobranças por plano de contingência e transparência

Especialistas e autoridades têm destacado que, com o El Niño em atividade e previsões de chuvas acima da média no Paraná feitas pelo Simepar, além de alertas da Defesa Civil sobre maior risco de vendavais e enxurradas, é necessário um plano de contingência mais detalhado para áreas rurais. Entre as medidas apontadas como prioritárias estão o aumento temporário de equipes antes de períodos de risco, posicionamento preventivo de veículos e equipes, estoque estratégico de equipamentos, comunicação frequente durante interrupções e priorização de propriedades com alta dependência elétrica.

O texto disponível afirma ainda que a transformação societária da Copel, concluída em 2023 — quando a participação do Estado nas ações com direito a voto caiu de 69,66% para cerca de 32,32% — motivou questionamentos sobre possíveis impactos na operação e no atendimento, mas ressalta que essa relação precisa ser demonstrada com dados comparativos de desempenho e investimento, e não com suposições.

Consumidores e representantes públicos cobram que a concessionária apresente números sobre equipes, investimentos e metas de tempo de restabelecimento, e que a empresa reporte periodicamente à Câmara Municipal os resultados das ações adotadas.

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